terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tchau??

Acho que esse post vai ser longo. Vou escreve-lo usando a técnica do "escrevi, agora foi" e não vou apagar nada. Ou pelo menos, tentarei editar o texto o mínimo possível.

Comecei a dar aulas de ballet muito cedo. Meio que por acaso, substituindo uma amiga num dia, estagiando no baby class da academia no outro. Até que no primeiro ano fora da escola (e dentro da universidade) uma turma de ballet caiu no meu colo. Meio que vinda do céu e num momento bem oportuno. Mas aquilo não era meu sonho. Era bacana, porém muito desgastante. Muito mesmo. Como alguém me disse um dia desses: "criança só é legal quando é uma de cada vez". E realkmente... ter uma turma sob o meu comando era estranho e cansativo.
E no ano seguinte veio mais uma escola. Agora eram três turmas. E uma apresentação no final do ano. E cada vez mais turmas, mais responsabilidade e mais desgaste (isso sem falar na UnB).
Até um certo ponto, ok. Estava na faculdade e o ballet era um emprego paralelo, para dar uma forcinha com a grana e me dar mais autonomia. Aí veio a formatura. E aquela escola horrível com nome de ave (antes da formatura). E uma atividade que já não me dava tanto prazer, passou a ser uma real tortura.
Gritos, choros, turmas lotadas, falta de consideração, cobranças indevidas, problemas, um reclama, outro gosta, dor de cabeça... isso acontece em qualquer trabalho, não?
Hoje eu estou cansada. Cansada de ballet, de apresentação, de criança mal educada, mas pela primeira vez desde que tudo começou, vejo que é possível chutar o balde. Caso faça isso, tenho que arcar com o ônus. Agora resta decidir se vale a pena.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um título qualquer...

Um post qualquer onde predomina um total bloqueio criativo.
Criar uma receita de bolo inteira tem sido mais fácil do que criar uma frase conexa com meia dúzia de palavras...


domingo, 16 de maio de 2010

Para os meus amigos...

Mimimi mode on

Você, que faz parte da minha vida, que participa muito (ou pouco) dos meus dias, que me ouve, que fala coisas para mim...
Você, que vai para as festas comigo, que é quorum para as minhas peripécias na cozinha, que me ouve reclamar pela enésima vez das aulas de ballet, que me escuta falar pela milésima vez o quanto eu malhei tal músculo e o quanto eu corri em xis minutos...
Você, que sempre me liga no meu aniversário, que passa um ano sem me ver, que me manda mensagem para dizer oi, que cria um perfil no facebook só porque eu pedi...
Você, que me conhece muito bem, que sabe que nem de longe eu sou normal, que colabora com meu bom humor, que já aturou o meu mau humor...
Você, que já me pediu bolo de aniversário, que já levou bolo meu, que já me deu bolo...
Você, que sabe o tanto que meu gosto musical é restrito, que sabe que eu vou para muitas festas estranhas, que já me acompanhou em festas, que já ouviu um pouquinho da música sem reclamar...
Você, que já chorou no ombro, que me pediu para parar e respirar, que já me deu colo, que já me pediu colo, que já cuidou de mim...
Você, que já leu alguma vez as coisas que eu escrevo, que já concordou comigo ou discordou de mim...
Você, que é meu amigo, que deixa a minha vida muito mais divertida e que essencial para mim...


terça-feira, 11 de maio de 2010

Semana atípica

Uma coisa eu não posso negar: minha semana é bem atípica. Se eu simplesmente falar a minha carga semanal de trabalho, as pessoas com certeza vão pensar que é suuuuuuuper de boa, suuuuuuuper tranquilo. E de fato é. Sob alguns aspectos é mesmo. Por exemplo, eu tenho as quintas-feiras praticamente livres e as sextas-feiras 100% livres. E a tal carga horária é inferior a de um estágio. São 16h por semana. O problema é a forma que essas 16h estão distribuídas.
Funciona assim: segundas e quartas feiras eu trabalho. Trabalho o dia inteiro. São três aulas muito desgastantes (para crianças com menos de 5 anos), uma janelinha de 1h e mais 1h de aula para uma turminha que não quer nada com nada. E depois do almoço tem mais duas aulas mega desgastantes (são 12 crianças de 2 anos seguidas por 10 crianças de 3 anos), outra janelinha e 1h de aula para uma turm com 20 crianças entre 6 e 9 anos (fui avisada ontemn que em breve teremos 21!!!). No final do dia, fico esgotada. Esgotada mesmo. Por mais que eu queira fazer mil coisas depois do "expediente", por mais que eu adore sair dia de semana, nesses dias fica realmente difícil. Eu adoro as minhas alunas, mas confesso que até para uma espoleta que nem eu é muito cansativo encarar tantas turmas cheias num só dia.
E aí o que acontece? Nas terças e quintas - que teoricamente seriam dias "livres" porque só dou aula para uma turma de adolescentes - estou esgotada. Um trapinho. Daqueles bem feinhos, com olheiras e tudo. E no final, acabo usando esses dias para me recuperar do desgaste psicológico e físico que os outros dias me proporcionam.
Enfim... é mais um desabafo. Ou a tentativa de explicar para mim mesma porque não tenho conseguido fazer tudo o que eu gosto durante a semana...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Brincar de adulto às vezes cansa...
Será que eu posso pedir ajuda para minha mãe?

=/

terça-feira, 16 de março de 2010

Pressão

É interessante como algumas coisas muito bacanas acontecem na vida da gente.
Recentemente, eu percebi o quanto que aquele período dando aula na escola com nome de passarinho fez mal para mim. Mal mesmo. Minha auto-estima profissional (e só a profissional) foi muito abalada por esse período. A ponto de me fazer parar de acreditar no meu potencial e na minha competência como professora. Mas aí veio o convite para visitar minhas alunas lindas daquela outra escola em que eu trabalhei por tanto tempo. Foi um contato com o passado que me fez lembrar que tipo de professora que eu era. E eu gostei. E me fez bem.
Dia desses recebi um email da minha ex-coordenadora, que virou diretora dessa escola tão querida. Ela quer que eu volte para lá. E eu quero voltar. Mas isso implica deixar um dos lugares em que trabalho, o que por sua vez terá implicações financeiras.
Aceitar esse convite implicaria também algumas mudanças no meu dia-a-dia, que está bem redondinho....
E o tempo está passando...
E eu tenho que dar a minha resposta...
E agora?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais uma da série "A nova Carol"

(que já nem é tão nova assim, vai....)

Esse é mais um texto sobre ballet. Mas não vou dissertar sobre como é ser professora de ballet, nem sobre as dificuldades do ballet. Na verdade, esse é um texto sobre ex-ballet (hein?).
Bom... assim como escrevi há uns posts que o vermelho era o novo rosa, vou usar as linhas desse post para falar um pouco sobre o novo ballet.
Sim, sim... trabalhar com ballet tirou toda a finalidade terapêutica e desestressante que essa dança tinha na minha vida. Ballet é agora é trabalho. Um trabalho bacaninha, de fato. Porém, é trabalho. Mas eu precisava de alguma coisa que ocupasse o lugar que essa dança tinha na minha vida.
Primeiro veio a musculação. A-DO-RO! Por exemplo, hoje é domingo, são 11h50 e daqui a 10 minutos eu vou para a academia puxar ferro. E feliz. E sem levar isso como obrigação ou como algo chato. Mas na musculação falta alguma coisa. Falta um equivalente às apresentações.
E aí, em novembro do ano passado eu me rendi aos prazeres da corrida. Uma música bacana, um bom par de tênis (preciso de tênis melhores urgentemente.... alguém quer me dar de presente?), o vento no rosto e uma sensação de liberdade digna de qualquer sagitariano. E as competições? São uma das partes mais divertidas. Fora do pelotão do elite, o clima entre os atletas é de cooperação e incentivo. E acabar a prova e ser abraçada por pessoas queridas (mums, vóvs, Roo, Luna, amigos) é tão gostoso quanto sair de uma apresentação de ballet e ganhar flores.
E ainda tem uma vantagem: não preciso ficar magrela esquálida, nem parar a musculação nem gastar o tempo que eu tenho e que eu não tenho com ensaio.

=D

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sobre a vontade chutar o balde e de mandar tudo para...

...A-QUE-LE lugar.

Antes de me formar, eu tinha o ballet como algo MUITO transitório na minha vida. Tinha certeza de que a fada madrinha da formatura (aquela que vem enroladinha no canudo...ui!) iria quase que instantaneamente me tirar da sala de ballet e me colocar não-se-bem-em-que-lugar.
Agora, depois de formada, a tal fada madrinha pulou do canudo e mostrou o seu caráter dúbio, de fada e bruxa. Vi isso acontecer com vários amigos meus. A danadinha pega os mais desavisados pelo braço e os arrasta direto para o limbo dos recém-formados.
Eu não estou totalmente imersa nesse limbo, afinal, eu já trabalho. Na verdade, trabalho desde os 15 anos, então o medo do desemprego pós-formatura nunca tomou conta de mim. Mas o diploma trouxe uma pressão, uma cobrança interna por algo maior. Posso dizer que eu me encontro no topo da carreira de professora de ballet. Sou muito experiente, minha hora-aula é bacana e tenho poder de barganha em relação a isso. Mas o topo da carreira de professora está muito, muuuuuuito aquém do que eu desejo profissionalmente para mim. Entende?
E é isso o que me faz ter essa vontade quase que incontrolável de chutar o balde e mandar tudo para ¨%$#%¨&*&¨...
E agora?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coisas engraçadas...

Hoje eu passei por uma loja de festas e a mesa [bem como toooooooda a decoração pertinente] exposta era assim.... beeeeeeeem rosa e com bailarinas. Tudo estava apoiado em umas mesas brancas, com design meio art noveau. E o que eu pensei na hora? Que coisa mais iiiiiiicky!!! Aquele mundo de ballet e de rosa... taão icky!
Engraçado que há uns três anos eu ia achar aquela mesa a coisa mais linda do mundo. E hoje eu não consegui achar sequer bonitinha...
Preferencias mudam, né?
=D

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009...

Caramba... muito tempo sem escrever. Não exatamente o motivo [talvez eu até saiba, mas ele é algo tão difícil de traduzir em palavras que prefiro simplesmente dizer que eu não sei]. Mas voltei. Voltei para escrever um pouquinho sobre 2009. Mais especificamente sobre o meu 2009.
Foi um ano bacana. Muitas coisas boas aconteceram. Estive durante todo o ano cercada por amigos e pessoas queridas. Mas foi um ano difícil. Muito difícil. Um dos mais difíceis da minha vida. Foi a primeira vez que me dei conta de que eu já sou um adulto [hã?], com responsabilidades, deveres, afazeres, compromissos. Felizmente, junto com isso vem mais liberdade e mais autonomia. E mais e mais abacaxis para descascar e pepinos para resolver.
Foi um ano para amadurecer. Não do jeito chato que eu pensei que aconteceria. Mas de um jeito bacana. Percebi que eu posso crescer sem virar uma pessoa cisuda, chata e mal-humorada. Às vezes fico mal-humorada sim, como todo mundo, mas até bebês tem seus bad hair days... por que eu não os teria, né?
Esse ano também foi o ano das incertezas: onde eu moro? Com quem eu moro? Volto para a casa da vóvs? Fico? Continuo no Canarinho [naaaaaaaaaão!!!]? Me demito [siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!]? O que eu vou fazer da vida? Segunda graduação? Mestrado? Trabalhar mais? Trabalhar menos? Concurso? Sem curso [piadinha ruim]?
2009 foi o ano das conquistas: formatura, sucesso na apresentação, alívio ao sair de um emprego muito ruim, reconhecimento pelo meu trabalho com as crianças, amadurecimento no meu relacionamento com a vovó, coragem para voltar para a terapia, primeira vez dirigindo na estrada, maratonas, minha volta para o mundo da gastronomia...
Enfim... 2009 foi o ano da minha "adultescência" [será que existe uma palavra para definir essa fase - tão incerta quanto a adolescência - em que eu me econtro?].
Foi sim um ano bem bacana. E se você fez parte dele, aqui fica o meu muito obrigada. Muito obrigada por fazer de um ano tão complicado um período um pouco mais leve e alegre para mim.
E que venha 2010!