quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Minha droga.

Eu sou filha de músico, e apesar disso, mal sei tocar dó-ré-mi-fá no piano. Porém música sempre foi um dos meus fascínios, uma das minhas paixões. É amplificador de alegria, remédio para tristeza, ansiolítico para os momentos de tensão, companheira de academia, de estudos, de caminhadas, de compras no supermercado. Enfim, é onipresente para mim.
Quando eu ouço uma música que gosto muito, sinto muitas coisas. É uma cadeia de sensações que quase me entorpece. Ou talvez até me entorpeça. Primeiro vem uma sensação gostosa. Um balanço percorre meu corpo todo e culmina com um desejo incontrolável de bater o pé. Depois uma onda sobe pelas minhas pernas e faz o meu corpo todo querer se mover. Aí eu sinto a minha respiração acelerar. O coração começa a bater mais rápido. E aí uma alegria enorme toma conta de mim, e ao mesmo tempo que me dá mais pique, me tranquiliza. Aí vem aquela vontade de dançar, dançar, dançar. Sem parar. E é exatamente isso o que eu faço. Eu coloco a minha alma para dançar. E naquele momento, somos só eu, a música e a dança.
Definitivamente, é uma das sensações mais gostosas que existem. E eu me entrego a ela sem nenhum pudor.

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