domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais uma da série "A nova Carol"

(que já nem é tão nova assim, vai....)

Esse é mais um texto sobre ballet. Mas não vou dissertar sobre como é ser professora de ballet, nem sobre as dificuldades do ballet. Na verdade, esse é um texto sobre ex-ballet (hein?).
Bom... assim como escrevi há uns posts que o vermelho era o novo rosa, vou usar as linhas desse post para falar um pouco sobre o novo ballet.
Sim, sim... trabalhar com ballet tirou toda a finalidade terapêutica e desestressante que essa dança tinha na minha vida. Ballet é agora é trabalho. Um trabalho bacaninha, de fato. Porém, é trabalho. Mas eu precisava de alguma coisa que ocupasse o lugar que essa dança tinha na minha vida.
Primeiro veio a musculação. A-DO-RO! Por exemplo, hoje é domingo, são 11h50 e daqui a 10 minutos eu vou para a academia puxar ferro. E feliz. E sem levar isso como obrigação ou como algo chato. Mas na musculação falta alguma coisa. Falta um equivalente às apresentações.
E aí, em novembro do ano passado eu me rendi aos prazeres da corrida. Uma música bacana, um bom par de tênis (preciso de tênis melhores urgentemente.... alguém quer me dar de presente?), o vento no rosto e uma sensação de liberdade digna de qualquer sagitariano. E as competições? São uma das partes mais divertidas. Fora do pelotão do elite, o clima entre os atletas é de cooperação e incentivo. E acabar a prova e ser abraçada por pessoas queridas (mums, vóvs, Roo, Luna, amigos) é tão gostoso quanto sair de uma apresentação de ballet e ganhar flores.
E ainda tem uma vantagem: não preciso ficar magrela esquálida, nem parar a musculação nem gastar o tempo que eu tenho e que eu não tenho com ensaio.

=D

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sobre a vontade chutar o balde e de mandar tudo para...

...A-QUE-LE lugar.

Antes de me formar, eu tinha o ballet como algo MUITO transitório na minha vida. Tinha certeza de que a fada madrinha da formatura (aquela que vem enroladinha no canudo...ui!) iria quase que instantaneamente me tirar da sala de ballet e me colocar não-se-bem-em-que-lugar.
Agora, depois de formada, a tal fada madrinha pulou do canudo e mostrou o seu caráter dúbio, de fada e bruxa. Vi isso acontecer com vários amigos meus. A danadinha pega os mais desavisados pelo braço e os arrasta direto para o limbo dos recém-formados.
Eu não estou totalmente imersa nesse limbo, afinal, eu já trabalho. Na verdade, trabalho desde os 15 anos, então o medo do desemprego pós-formatura nunca tomou conta de mim. Mas o diploma trouxe uma pressão, uma cobrança interna por algo maior. Posso dizer que eu me encontro no topo da carreira de professora de ballet. Sou muito experiente, minha hora-aula é bacana e tenho poder de barganha em relação a isso. Mas o topo da carreira de professora está muito, muuuuuuito aquém do que eu desejo profissionalmente para mim. Entende?
E é isso o que me faz ter essa vontade quase que incontrolável de chutar o balde e mandar tudo para ¨%$#%¨&*&¨...
E agora?