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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um título qualquer...

Um post qualquer onde predomina um total bloqueio criativo.
Criar uma receita de bolo inteira tem sido mais fácil do que criar uma frase conexa com meia dúzia de palavras...


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais uma da série "A nova Carol"

(que já nem é tão nova assim, vai....)

Esse é mais um texto sobre ballet. Mas não vou dissertar sobre como é ser professora de ballet, nem sobre as dificuldades do ballet. Na verdade, esse é um texto sobre ex-ballet (hein?).
Bom... assim como escrevi há uns posts que o vermelho era o novo rosa, vou usar as linhas desse post para falar um pouco sobre o novo ballet.
Sim, sim... trabalhar com ballet tirou toda a finalidade terapêutica e desestressante que essa dança tinha na minha vida. Ballet é agora é trabalho. Um trabalho bacaninha, de fato. Porém, é trabalho. Mas eu precisava de alguma coisa que ocupasse o lugar que essa dança tinha na minha vida.
Primeiro veio a musculação. A-DO-RO! Por exemplo, hoje é domingo, são 11h50 e daqui a 10 minutos eu vou para a academia puxar ferro. E feliz. E sem levar isso como obrigação ou como algo chato. Mas na musculação falta alguma coisa. Falta um equivalente às apresentações.
E aí, em novembro do ano passado eu me rendi aos prazeres da corrida. Uma música bacana, um bom par de tênis (preciso de tênis melhores urgentemente.... alguém quer me dar de presente?), o vento no rosto e uma sensação de liberdade digna de qualquer sagitariano. E as competições? São uma das partes mais divertidas. Fora do pelotão do elite, o clima entre os atletas é de cooperação e incentivo. E acabar a prova e ser abraçada por pessoas queridas (mums, vóvs, Roo, Luna, amigos) é tão gostoso quanto sair de uma apresentação de ballet e ganhar flores.
E ainda tem uma vantagem: não preciso ficar magrela esquálida, nem parar a musculação nem gastar o tempo que eu tenho e que eu não tenho com ensaio.

=D

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coisas engraçadas...

Hoje eu passei por uma loja de festas e a mesa [bem como toooooooda a decoração pertinente] exposta era assim.... beeeeeeeem rosa e com bailarinas. Tudo estava apoiado em umas mesas brancas, com design meio art noveau. E o que eu pensei na hora? Que coisa mais iiiiiiicky!!! Aquele mundo de ballet e de rosa... taão icky!
Engraçado que há uns três anos eu ia achar aquela mesa a coisa mais linda do mundo. E hoje eu não consegui achar sequer bonitinha...
Preferencias mudam, né?
=D

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009...

Caramba... muito tempo sem escrever. Não exatamente o motivo [talvez eu até saiba, mas ele é algo tão difícil de traduzir em palavras que prefiro simplesmente dizer que eu não sei]. Mas voltei. Voltei para escrever um pouquinho sobre 2009. Mais especificamente sobre o meu 2009.
Foi um ano bacana. Muitas coisas boas aconteceram. Estive durante todo o ano cercada por amigos e pessoas queridas. Mas foi um ano difícil. Muito difícil. Um dos mais difíceis da minha vida. Foi a primeira vez que me dei conta de que eu já sou um adulto [hã?], com responsabilidades, deveres, afazeres, compromissos. Felizmente, junto com isso vem mais liberdade e mais autonomia. E mais e mais abacaxis para descascar e pepinos para resolver.
Foi um ano para amadurecer. Não do jeito chato que eu pensei que aconteceria. Mas de um jeito bacana. Percebi que eu posso crescer sem virar uma pessoa cisuda, chata e mal-humorada. Às vezes fico mal-humorada sim, como todo mundo, mas até bebês tem seus bad hair days... por que eu não os teria, né?
Esse ano também foi o ano das incertezas: onde eu moro? Com quem eu moro? Volto para a casa da vóvs? Fico? Continuo no Canarinho [naaaaaaaaaão!!!]? Me demito [siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!]? O que eu vou fazer da vida? Segunda graduação? Mestrado? Trabalhar mais? Trabalhar menos? Concurso? Sem curso [piadinha ruim]?
2009 foi o ano das conquistas: formatura, sucesso na apresentação, alívio ao sair de um emprego muito ruim, reconhecimento pelo meu trabalho com as crianças, amadurecimento no meu relacionamento com a vovó, coragem para voltar para a terapia, primeira vez dirigindo na estrada, maratonas, minha volta para o mundo da gastronomia...
Enfim... 2009 foi o ano da minha "adultescência" [será que existe uma palavra para definir essa fase - tão incerta quanto a adolescência - em que eu me econtro?].
Foi sim um ano bem bacana. E se você fez parte dele, aqui fica o meu muito obrigada. Muito obrigada por fazer de um ano tão complicado um período um pouco mais leve e alegre para mim.
E que venha 2010!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre gastronomia, comportamento e o meu temperamento [por vezes] difícil...


Voltando a escrever para ver se a sensação física de raiva (manja aquela coceguinha chata que vai da boca do estômago até a garganta, sucedida por uma vontade inesgotável de dar um soco em qualquer coisa?) dá uma trégua.
Enfim... vamos ao que interessa: a (ainda sem fim e triste) história do sorvete de coco com estigmas de açafrão grego.
Tudo começa em 2007, quando uma das minhas amigas mais queridas volta da grécia com um pequeno embrulho para mim. Quando eu abri, lá estava, linda, reluzente e magnifíca: a minha caixinha com 0,358g (isso mesmo... menos de meio grama!) de açafrão grego. Okey, okey... para vc talvez isso seja tão bacana quanto um punhado de casca de bananas; mas para mim, uma apaixonada por cozinha, aquilo era tipo um dos MELHORES presentes que eu poderia ganhar. Isso porque o tal do açafrão tem um sabor característico, maravilhoso e que combina com doces e salgados. Sem falar que o negócio é caro. Muito caro. Hoje fiz uma pesquisa e uma caixinha com os mesmos 0,358g que eu ganhei está na faixa de R$ 26,00! E para tornar o presente ainda mais especial: eu fui a única pessoa de fora da família dela que foi lembrada na viagem (pelo menos no que se refere a compras...). Será que deu para entender o quanto a tal da caixinha de açafrão era valiosa para mim? E não falo apenas do valor financeiro... por isso eu estava esperando A (eu disse AAAAAAA) receita. Tinha que ser algo fabuloso, não necessariamente complicado. Muito tempo se passou, li várias receitas e nenhuma fazia os meus olhinhos brilharem.
Até que há mais ou menos um mês... tcharam! Achei a tal da receita (no blog do David Lebovitz): sorvete de coco com açafrão. Sorveteira recém-comprada, açafrão retirado do esquema de conservação, ingredientes comprados. Ok!
Ontem preparei a base do sorvete (que precisa ficar na geladeira de um dia para o outro antes de ir para a sorveteira). O plano era simples: chegaria em casa hoje na hora do almoço e colocaria aquela base linda (sério... o cheiro daquilo ficou indescritivel de tão bom... sem falar na cor e no colorido que os estigmas de açafrão deram para a mistura...) na minha máquina, que faria o trabalho árduo de bater e congelar a base (deixando-a cremosa e levemente aerada) durante a minha refeição. Mas planos estão sujeitos a falhas. E não sei ao certo como denominar a falha que ocorreu no meu plano.
O fato é que a Gê, minha querida Gê (e de irônico esse querida não tem nada, porque ela cuida de mim com o maior carinho) jogou a minha base (com açafrão e tudo!) no lixo pensando que era sopa do dia anterior. Na hora, a minha vontade era pular no pescoço dela... tipo vontade instantânea, dessas que aparecem e o bom senso manda a gente contar até 56378755560897 para manter o auto-controle. Sem falar no piti que eu tive que conter, porque a minha vontade era gritar e chutar tudo (sim... como menina mimada que sou), mas só soltei um "caramba, Gê... vacilo.... você tem que prestar mais atenção nas coisas, né, cacete!" e fiquei muda e muito séria. Durante todo o almoço (lembre-se que sou falante demais... nas refeições, inclusive).
Porém a raiva continuava. Como assim agora é moda sair jogando qualquer coisa fora sem cheirar só porque "parece sopa de ontem?". E por um acaso a sopa do dia anterior não pode estar boa? E como assim???? Como assim ela me joga um negócio fora sem ao menos ter a certeza do que é aquilo e - pior ainda - sem ter a certeza que a tal coisa está estragada?
Sim... ela, a Gê, minha querida Gê teve um dia difícil. Meu avô torrou a paciência dela até dizer chega. Ela já estava meio assim.... num daqueles very-bad-hair days e acabou se distraindo. Pena que a distração dela vitimou o meu apreciado presente. O meu pensamento seguinte à vontade de esganar alguém (no caso ela, a Gê) foi fazê-la pagar pelo açafrão que foi para o lixo. Mas logo depois vem a minha bendita (???) humanidade (?!??!??!?!??) que me lembra de toda a luta dela para ganhar o salário. E aí eu penso nos filhos dela e aí vem o conflito: erros como esse aconteceram com muita freqüência (com trema porque eu sou anti-reforma) nos últimos tempos e não fazê-la pagar pode dar margem a novos e mais freqüentes erros. Fazê-la pagar significa tirar dinheiro de onde há muito pouco. E assim... o maior valor daquela caixinha com 0,358g de tirinhas vermelhas não era financeiro. Minha decisão? Adivinha só...
Concluindo a minha história, ainda resta meia caixinha de açafrão. Que vai virar outra base de sorvete. Que - como deveria ter acontecido com o primeiro - será partilhado entre alguns queridos amigos, incluindo aquela amiga que me deu o presente.
Que essa (futuramente feliz) história sirva de lição para mim e para a Gê...
E ramo prá cozinha!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Oh Yeah!

Hoje eu acordei com uma boa notícia: vovó Gilda está de bengala. Talvez para você isso não faça o menor sentido, né?
Eu estou feliz porque minha avó está de bengala. Mas vamos à história: em fevereiro do ano passado, minha vovó lindinha, que já usava andador, machucou o joelho e foi obrigada a usar cadeira de rodas. Nas nossas cabeças (minha e do resto da família), ela dificilmente voltaria a andar de andador. Seria cadeirante para "sempre". Ficaríamos muitíssimo satisfeitos se as dores que ela sentia naquela época (que acabavam com as noites de sono da casa toda) se tornassem menos intensas, mas ganhamos um presente maior ainda! Muita dedicação (da mums e da minha tia), muito amor, muita bronca (sim, sim... afinal acomodar-se e desanimar numa situação como a que a vóvs se encontrava é mais do que esperado) e muito esforço fizeram com que a vóvs conseguisse voltar para o andador. E hoje a fisioterapeuta decidiu que a vóvs deve andar de bengala dentro de casa...
Bacana, né?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pela gentileza e pela educação

Como é booooooooooom estar cercada por pessoas educadas, né?
São muitas as situações em que uma atitude bacana de alguém pode fazer a qualidade de um dia melhorar um pouquinho...[
Bom dia, boa tarde e boa noite, para começo de conversa. Ao sair do prédio, ao chegar ao trabalho ou à escola. E não falo sobre aquele "oi" forçado, e sim sobre um "bom dia" sincero e cheio de energia.
Com licença, por favor, muito obrigada. Sim. As palavrinhas mágicas que a tia da pré-escola tanto frisava. E escrevia no quadro e pregava no mural. São importantes. Um pedido que não é antecedido por um "por favor" pode soar extremamente arrogante e mal educado. Um "muito obrigada" depois de receber alguma gentileza ou ter um pedido atendido também é muito bacana.
Isso sem falar em pequenas atitudes, como segurar a porta do elevador para alguém, ajudar o seu vizinho gente boa a carregar as compras, dar passagem para algum carro naquele [maldito] trânsito de meio-dia, dar um pouquinho de atenção ao seu priminho ou irmão mais novo... enfim, são incontáveis as atitudes que podem melhorar um pouco a qualidade dos nossos dias.
E aqui fica o meu convite: vamos tentar ser mais cordiais, gentis e educados?

=D

E uma boa noite para todos!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É...

Tenho tido crises de adulto com longos intervalos de adolescência...
Por que ninguém me falou que é tão estranho e difícil ter 23 anos, hein?
É tipo uma segunda puberdade...
Confuso, bagunçado, cheio de dúvidas. A diferença é que agora é mais tenso e muito mais divertido.


domingo, 20 de setembro de 2009

ATCHIM!

Bom...
Vamos lá...
Esse post é um desabafo. Acho que nunca escrevi sobre saúde por aqui. Pelo menos sob um foco não nutricional. Mas há um probleminha que se tornou um problemão na minha vida, e isso tem me aborrecido demais, porque eu não sei ficar não-saudável (doente é a ^#*&$#@!@#$#, ok?).
Bem... eu tenho rinosinusite alérgica. E em épocas de secura ou de tempo muito quente, essa porcaria ganha força e vira uma espécie de asma funcional. É uma merda. Em primeiro lugar, porque respirar é algo muito prazeroso e bacana, e não conseguir fazer isso direito é uó. Em segundo, como quase todo mundo sabe, eu amo fazer atividades físicas e respirar mal é algo que atrapalha demaaaaaaaais a minha performance. E ainda há um terceiro motivo, que para mim tem sido o pior: quem não respira bem, não consegue dormir bem, tem muita (eu disse MUITA) dor-de-cabeça e (ooooooooooh!) falta de ar. E ainda tem as crises de espirro. ECA! Aí você pode se perguntar "por que você não toma remédio para isso?". Simples. Remédio é paliativo e não resolve essa p**** de problema. Além disso, as drogas voltadas para o meu probleminha são entupidas de corticóide. Aí não dá, né?
Então... resumindo bem porque que eu senti vontade de escrever sobre isso: não posso dizer que o findi foi ruim. Não mesmo. Foi bem bacana, até. Vi muita gente querida, fiz baguncinhas.... Mas esse findi podia ter sido FODA se eu não estivesse tão mal por causa dessa p**** de rinosinusite. Perdi DUAS festas bacanas por causa disso. E to puta por causa disso. Eu, que amo bagunça, que gosto tanto das pessoas que estavam nas festas, não pude ir e aproveitar porque parecia haver uma bigorna de 10ton em cima da minha cabeça.
A solução para os meus problemas? Espero que um acumpunturista encontre...
E quer saber? FODA-SE o mal estar.... let`s go to the party!!!

PRONTOPHALEY!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cabeça de ervilha

Então...
Esse post pode parecer arrogante ou qualquer coisa parecida, mas o blog é meu e eu quero desabafar!
(UI!)

Pois é... me deparando com algumas situações, conclui que muita gente acha "maior legal" ser "maior ignorante". Não. Não falo de gente sem condição ou oportunidade de estudo. Pelo contrário. A maior parte dessas pessoas teve acesso a bons livros, escola, Internet, educação em casa. Mas ainda assim, essas pessoas não conseguem absorver um pingo de informação. Nada. E ainda rotulam aqueles que sabem conversar sobre mais de meia dúzia de coisas.

Então... para resumir: cultivar um QI de ervilha não é legal e ter um pouco de conhecimentos gerais não faz mal, ok?


Prontophaley!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ui...

Estava ouvindo umas músicas que eram a trilha sonora dos meus dias no início do ano passado.
E elas têm o poder de me levar de volta para aqueles dias. Não que eu sinta saudade deles (até porque foram dias bem difíceis...)... mas acho engraçado como volto a me sentir "a carol de um ano e meio atrás)...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A rainha da bagunça

Mums sempre me pergunta por que eu não consigo manter minhas coisas organizadas. É simples: eu bagunço sem perceber. Existem momentos críticos em que isso ocorre.
Quando estou com sono, por exemplo. Nem adianta tentar. Vou espalhar tudo, largar tudo onde der e pronto.
Pressa. É outra coisa que bagunça meu mundo. E como eu sempre estou atrasada, sempre estou com pressa.
Resultado?
Minha casa, meu carro, minhas bolsas, tudo.... tá tudo uma mega master super zona!

Ai...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Projetos

Sempre, desde pequenininha, me lembro de ter muitos projetos em mente. Na verdade, acho que praticamente todas as minhas ações "não-vitais" podem ser caracterizadas como projetos de menor ou maior porte. Até aquela idéia maluca, repentina, non-sense e fora da rotina (eu crio um projeto rápido na minha cabeça e tento concretizá-lo quase que simultaneamente).
Já concretizei muitos dos meus projetos. Alguns ficaram por anos na gaveta até se tornarem algo real. Outros foram colocados em prática quase que no momento em que surgiram. Às vezes eu não preciso fazer muita coisa para a idéia virar realidade, mas às vezes gasto muito tempo e esforço.
Atualmente tenho alguns projetos:
- comprar um ipod;
- fazer uma pós-graduação;
- ir para a academia amanhã de manhã;
- terminar a graduação em Nutrição;
- começar (e manter) um blog sobre alimentação saudável (éééééééééé!!!);
- fazer um programinha light com a mums antes do final das férias;
- lavar as louças que estão na pia.

Será que dá para perceber que praticamente qualquer coisa no meu cérebro é transformada em projeto?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

(IN)Completa

Hoje eu ouvi da Sr Mums que eu sempre faço mais coisas do que deveria fazer. Que eu sempre quero fazer em um dia muito mais do que poderia ser (bem) feito em 24h.
Aí vem aquela sensação que eu odeio. A de não completar nenhuma das tarefas diárias. A de não conseguir fazer tudo o que eu gostaria da forma como gostaria. Não sei se é problema para administrar o tempo (nunca fui muito boa nisso), não sei se de fato faço muitas coisas. Só sei que de uns anos para cá tenho andado quase sempre muito ocupada. E mesmo assim não faço metade de tudo o que gostaria de fazer.
A solução para isso? Se alguém souber, me fala, por favor...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ressaca?

Uma das coisas que mais tem me desanimado a escrever aqui é o fato de ter andado numa "vibe reclamativa" muito forte.
Aí eu resolvi pensar um pouco. Por que eu tenho reclamado tanto? Será que está tudo tão ruim? Bem... ruim não está. Depois de muita tempestade, a maré está boa para surfar (porque essa história de calmaria é um saco, né? =P ). O fato é: eu ainda estou de ressaca. E nem é alcoólica. É ressaca de estresse, mesmo. Nunca me cansei tanto. Nunca me senti tão pressionada, mas acho que aprendi muita coisa (principalmente com relação aos meus próprios limites).
O início desse ano não foi fácil para mim. Incertezas sobre trabalho, casa nova, o divórcio dos meus avós e da minha mum (tá que agora ele reataram, mas o relacionamento tá mais para "namoro", sabe?), o final da graduação, incertezas profissionais. Vi um bom pedaço da minha vida virar de cabeça para baixo. Ainda não tenho certeza se consegui processar algumas dessas mudanças . Acho que isso tem relação com adaptabilidade. Quando eu escolho mudar alguma coisa, o processo de adaptação é rápido e tranquilo; mas quando a situação nova é uma imposição, sinto dificuldade para me enquadrar às novas regras, hábitos, padrões (ou falta destes). Foi tanta pancada de uma vez só que eu fiquei meio tonta. Meio perdida. Cheguei até a não me reconhecer direito. Desânimo, sono, cansaço, um pouquinho de tristeza.
Por isso eu reclamava. Resmungava. Mas passou. E a ressaca está passando. Agora é procurar a "ultra mega good vibe" tão característica de La Berçot em alguma caixinha dentro do armário e voltar a usa-la no dia-a-dia.
E viva o tal do "CARPE DIEM"

=)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Uma bigorna amarrada ao pé

Desde 3 de fevereiro estou trabalhando naquela escola. Quem me conhece e acompanha um pouquinho do meu dia-a-dia sabe de que escola estou falando.
Desde esse dia, me sinto esmagada pela minha rotina. Acorda cedo, trabalha, malha, fica muito cansada, dorme, acorda cedo para começar tudo de novo. Durante o tal do "trabalha" ali em cima, tenho que aturar chefe estúpido, sapo injusto de coordenador, criança mal educada, ambiente de trabalho inapropriado. Para melhorar, na tal escola o molde das aulas é meio industrial. Qualquer atividade diferente do arroz com feijão precisa ser autorizado pelas diretoras/donas da escola. Que quase nunca aprovam o que os professores sugerem. É tudo pré-determinado, tipo receita de bolo. Até as anotações que vão para as agendas das crianças são impostas pela coordenação (são papeizinhos recortados entregues aos professores para que eles colem na agenda das crianças). Aí você tenta imaginar: eu, que nem receita de bolo consigo seguir na íntegra, consigo me sentir bem trabalhando num lugar assim? Não!
Outro detalhe: nunca trabalhei numa escola que tivesse donos. Todas as escolas em que trabalhei anteriormente tinham mantenedoras, organizações responsáveis pelo colégio. Já essa escola é uma empresa familiar. E as chefes tem um pensamento do tipo "eu te pago e você é meu empregado e me obedece"; mas elas esquecem que elas me pagam para prestar um serviço que dá dinheiro para elas. Para ser sincera, elas me repassam menos de 10% do que o serviço que eu presto gera de renda para elas. Bacana, né?
Por esses e outros motivos, tenho me sentido pressionada, emagada pelo meu dia-a-dia. tenho acordado cansada e chateada. O início de um dia mais parece o início de um martírio. Na última semana, na terça e na quinta, trabalhei das 8h as 19h sem intarvalo.
Algumas coisas aliviam muito toda essa tensão: malhar, passear com a Luna (ou mesmo poder gastar 10 minutinhos com ela no colo), ver o namorado, sair com os amigos, aproveitar a companhia da mum. Mas o desgaste tem sido tão intenso, que nos momentos livres, minha maior vontade é dormir. E tenho dormido. Mais do que o usual. mais do que eu costumo precisar. Mas mesmo assim, eu brigo com o cansaço para aproveitar um pouco do tempo. E saio. E relaxo. E vejo as pessoas. Mas o cansaço é tão intenso que raramente consigo me sentir inteira e aproveitar com toda a intensidade tão característica...
Mas talvez isso mude. Talvez esta semana que se inicia hoje venha repleta de boas notícias. E aí eu chuto o balde e me solto dessa bigorna presa ao meu pé!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Um puta soco no estômago...

Ilha das Flores...

Acho que já vi esse vídeo umas 10 vezes, mas sempre acabo me surpreendendo e gastando um bom tempo pensando sobre ele...
Eu aqui, reclamando de um monte de bobagem e uma galeeeeera se alimentando com o resto do que foi destinado à alimentação de porcos...
Shame on me...

=X

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Spoiled

Mimada?
Eu?
Naaão... besteira!
Olha só: filha única, criada por mãe, avô coruja e 2 avós corujas-ao-quadrado. Neta mais nova por muitos anos. E para melhorar, eu vivia doente (o que só aumentava a espessura da redoma. Eca!).
E depois as pessoas não entendem porque eu sou mimada...

=P

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Desabafo?

Vai em Português informal mesmo, porque soltar o verbo formalmente nunca foi meu forte...

CARALHO!!!
Por que infernos as pessoas acham que namorar é se enfiar em casa pra sempre e sentar no sofá para ver televisão? Esquecem que tem amigo, esquecem que tem vida social, às vezes até de trabalho e de estudo conseguem esquecer... Adotam uma rotina "apenas-eu-e-você-você-e-eu" que no início pode até ser bacana, mas com o passar dos tempos, se torna chata. Caramba!!! Na minha opinião, o equilíbrio é a base de tudo. É saber dosar o tempo a dois, o tempo a dois no meio das galeras, o tempo em que cada um vai curtir sozinho com os próprios amigos, o tempo com a família e - por que não? - o tempo em que cada um vai aproveitar sozinho (é... eu preciso ficar sozinha às vezes...). Mas [CARAAAAAAAAAAAALHO!!!!] metade dos meus amigos que começou a namorar nos últimos seis meses parou de sair (não estou considerando os que pararam de sair por motivos profissionais, academicos, familiares...), não procura mais os amigos (nem por orkut), não se interessa mais pelos assuntos que se interessava antes do namoro, muda totalmente as preferências só para agradar a outra parte...
Aí o namoro acaba e o que sobra é uma pessoa que não se lembra da própria personalidade, das próprias preferências, meio perdida, afastada dos amigos...
Então, pessoas... namorar (pelo menos para mim) não é sobrepor duas vidas, duas pessoas, e sim compartilhar uns bons pedaços. Nunca a totalidade.
PRONTOFALEI!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O ouvido fiel

Fiel às minhas preferências. Por que eu tenho que escolher um "partido musical" para defender? Eu gosto de muitas coisas. Não... não estou falando que eu sou eclética (ao contrário... estou muito longe disso); mas acho simplesmente terrível eu ter que escolher um estilo musical para defender.
Poxa... eu gosto de música. As que me dão vontade de dançar, as que me dão frio na barriga, as que me fazem arrepiar, as que me lembram bons momentos, as que me emocionam. Pode ser house, electro, techno, minimal, ragga, drum and bass, hip hop, maximal, rock, dubstep... até música pop vale! Mas tem que me fazer sentir alguma coisa (boa, é claro. Porque se a vontade for de sair correndo ou de tampar os ouvidos, não dá, né?).
Meus ouvidos são fiéis. Às minhas preferências e ao que me faz bem. E ponto final.