segunda-feira, 23 de março de 2009

Uma bigorna amarrada ao pé

Desde 3 de fevereiro estou trabalhando naquela escola. Quem me conhece e acompanha um pouquinho do meu dia-a-dia sabe de que escola estou falando.
Desde esse dia, me sinto esmagada pela minha rotina. Acorda cedo, trabalha, malha, fica muito cansada, dorme, acorda cedo para começar tudo de novo. Durante o tal do "trabalha" ali em cima, tenho que aturar chefe estúpido, sapo injusto de coordenador, criança mal educada, ambiente de trabalho inapropriado. Para melhorar, na tal escola o molde das aulas é meio industrial. Qualquer atividade diferente do arroz com feijão precisa ser autorizado pelas diretoras/donas da escola. Que quase nunca aprovam o que os professores sugerem. É tudo pré-determinado, tipo receita de bolo. Até as anotações que vão para as agendas das crianças são impostas pela coordenação (são papeizinhos recortados entregues aos professores para que eles colem na agenda das crianças). Aí você tenta imaginar: eu, que nem receita de bolo consigo seguir na íntegra, consigo me sentir bem trabalhando num lugar assim? Não!
Outro detalhe: nunca trabalhei numa escola que tivesse donos. Todas as escolas em que trabalhei anteriormente tinham mantenedoras, organizações responsáveis pelo colégio. Já essa escola é uma empresa familiar. E as chefes tem um pensamento do tipo "eu te pago e você é meu empregado e me obedece"; mas elas esquecem que elas me pagam para prestar um serviço que dá dinheiro para elas. Para ser sincera, elas me repassam menos de 10% do que o serviço que eu presto gera de renda para elas. Bacana, né?
Por esses e outros motivos, tenho me sentido pressionada, emagada pelo meu dia-a-dia. tenho acordado cansada e chateada. O início de um dia mais parece o início de um martírio. Na última semana, na terça e na quinta, trabalhei das 8h as 19h sem intarvalo.
Algumas coisas aliviam muito toda essa tensão: malhar, passear com a Luna (ou mesmo poder gastar 10 minutinhos com ela no colo), ver o namorado, sair com os amigos, aproveitar a companhia da mum. Mas o desgaste tem sido tão intenso, que nos momentos livres, minha maior vontade é dormir. E tenho dormido. Mais do que o usual. mais do que eu costumo precisar. Mas mesmo assim, eu brigo com o cansaço para aproveitar um pouco do tempo. E saio. E relaxo. E vejo as pessoas. Mas o cansaço é tão intenso que raramente consigo me sentir inteira e aproveitar com toda a intensidade tão característica...
Mas talvez isso mude. Talvez esta semana que se inicia hoje venha repleta de boas notícias. E aí eu chuto o balde e me solto dessa bigorna presa ao meu pé!

3 comentários:

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
disse...

te empresto a tesoura e vc corta esta cordinha entre a bigorna e seu pé, ok?

=*

Unknown disse...

Viu como é bom chutar a bigorna??
>=)