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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre gastronomia, comportamento e o meu temperamento [por vezes] difícil...


Voltando a escrever para ver se a sensação física de raiva (manja aquela coceguinha chata que vai da boca do estômago até a garganta, sucedida por uma vontade inesgotável de dar um soco em qualquer coisa?) dá uma trégua.
Enfim... vamos ao que interessa: a (ainda sem fim e triste) história do sorvete de coco com estigmas de açafrão grego.
Tudo começa em 2007, quando uma das minhas amigas mais queridas volta da grécia com um pequeno embrulho para mim. Quando eu abri, lá estava, linda, reluzente e magnifíca: a minha caixinha com 0,358g (isso mesmo... menos de meio grama!) de açafrão grego. Okey, okey... para vc talvez isso seja tão bacana quanto um punhado de casca de bananas; mas para mim, uma apaixonada por cozinha, aquilo era tipo um dos MELHORES presentes que eu poderia ganhar. Isso porque o tal do açafrão tem um sabor característico, maravilhoso e que combina com doces e salgados. Sem falar que o negócio é caro. Muito caro. Hoje fiz uma pesquisa e uma caixinha com os mesmos 0,358g que eu ganhei está na faixa de R$ 26,00! E para tornar o presente ainda mais especial: eu fui a única pessoa de fora da família dela que foi lembrada na viagem (pelo menos no que se refere a compras...). Será que deu para entender o quanto a tal da caixinha de açafrão era valiosa para mim? E não falo apenas do valor financeiro... por isso eu estava esperando A (eu disse AAAAAAA) receita. Tinha que ser algo fabuloso, não necessariamente complicado. Muito tempo se passou, li várias receitas e nenhuma fazia os meus olhinhos brilharem.
Até que há mais ou menos um mês... tcharam! Achei a tal da receita (no blog do David Lebovitz): sorvete de coco com açafrão. Sorveteira recém-comprada, açafrão retirado do esquema de conservação, ingredientes comprados. Ok!
Ontem preparei a base do sorvete (que precisa ficar na geladeira de um dia para o outro antes de ir para a sorveteira). O plano era simples: chegaria em casa hoje na hora do almoço e colocaria aquela base linda (sério... o cheiro daquilo ficou indescritivel de tão bom... sem falar na cor e no colorido que os estigmas de açafrão deram para a mistura...) na minha máquina, que faria o trabalho árduo de bater e congelar a base (deixando-a cremosa e levemente aerada) durante a minha refeição. Mas planos estão sujeitos a falhas. E não sei ao certo como denominar a falha que ocorreu no meu plano.
O fato é que a Gê, minha querida Gê (e de irônico esse querida não tem nada, porque ela cuida de mim com o maior carinho) jogou a minha base (com açafrão e tudo!) no lixo pensando que era sopa do dia anterior. Na hora, a minha vontade era pular no pescoço dela... tipo vontade instantânea, dessas que aparecem e o bom senso manda a gente contar até 56378755560897 para manter o auto-controle. Sem falar no piti que eu tive que conter, porque a minha vontade era gritar e chutar tudo (sim... como menina mimada que sou), mas só soltei um "caramba, Gê... vacilo.... você tem que prestar mais atenção nas coisas, né, cacete!" e fiquei muda e muito séria. Durante todo o almoço (lembre-se que sou falante demais... nas refeições, inclusive).
Porém a raiva continuava. Como assim agora é moda sair jogando qualquer coisa fora sem cheirar só porque "parece sopa de ontem?". E por um acaso a sopa do dia anterior não pode estar boa? E como assim???? Como assim ela me joga um negócio fora sem ao menos ter a certeza do que é aquilo e - pior ainda - sem ter a certeza que a tal coisa está estragada?
Sim... ela, a Gê, minha querida Gê teve um dia difícil. Meu avô torrou a paciência dela até dizer chega. Ela já estava meio assim.... num daqueles very-bad-hair days e acabou se distraindo. Pena que a distração dela vitimou o meu apreciado presente. O meu pensamento seguinte à vontade de esganar alguém (no caso ela, a Gê) foi fazê-la pagar pelo açafrão que foi para o lixo. Mas logo depois vem a minha bendita (???) humanidade (?!??!??!?!??) que me lembra de toda a luta dela para ganhar o salário. E aí eu penso nos filhos dela e aí vem o conflito: erros como esse aconteceram com muita freqüência (com trema porque eu sou anti-reforma) nos últimos tempos e não fazê-la pagar pode dar margem a novos e mais freqüentes erros. Fazê-la pagar significa tirar dinheiro de onde há muito pouco. E assim... o maior valor daquela caixinha com 0,358g de tirinhas vermelhas não era financeiro. Minha decisão? Adivinha só...
Concluindo a minha história, ainda resta meia caixinha de açafrão. Que vai virar outra base de sorvete. Que - como deveria ter acontecido com o primeiro - será partilhado entre alguns queridos amigos, incluindo aquela amiga que me deu o presente.
Que essa (futuramente feliz) história sirva de lição para mim e para a Gê...
E ramo prá cozinha!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O crime da semana...


Bom... inspirada pela Flávia Pantoja e guiada pelo David Lebovitz, resolvi finalmente testar aqueeeeeeeeeeela receita MA-RA-VI-LHO-SA de brownie. E deu certo. E ficou linda. E ainda restam alguns pedaços...
Ando com vaaaaaaaaárias receitas na fila. Várias mesmo. De sanduíche de carne apimentada a trufa de champanhe, passando por saladinhas aromáticas, cafés, bolos, risotos, mais saladinhas e frozen yogurt (mas só quando a minha sorveteira e a minha iogurteira chegarem, porque aí até o iogurte vai ser homemade ^^).
Acho que ando motivada para praticar arte gastronômica. E definitivamente: eu não me responsabilizo pela dieta de ninguém. Só pela minha! HÁ!
Na fota? Cheesecake brownie. A receita tá no site do Lebovitz!

=)

sábado, 7 de novembro de 2009

Caramelo!

Meu blog, minhas besteiras, escrevo o que eu quiser...
É uma bobeira muito muito grande, mas me deixou tão contente que eu precisava dividir com as pessoas, escrever, me expressar [terapia mode on...hehehehehehehehehe]
Depois de anos e anos de ensaio, eu finalmente comprei um...
um...
um...
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tcharam!
TERMÔMETRO CULINÁRIO!

Ok! Mas para que infernos eu iria querer um termômetro culinário?
Bem... dizem por aí que a prova final para quem gosta de fazer doces é o tal do caramelo. Que fazer um bom caramelo depende de técnica, paciência, feeling, açúcar [é claro!] e um bendito termômetro! Pois é! Comprei. Usei. E não é que meu caramelo virou uma bala toffee coberta com chocolate que fez sucesso? Agora estou em busca de receitas bacanas que tenham caramelo E chocolate como parte dos ingredientes, pois o Natal se aproxima (SOCOOOOOOOOOOOORROOOOOOOOOOO!!) e poucas coisas tem tanta cara de comida de Natal quanto chocolate e caramelo!

P.S. motivo 2 para esse post: se eu fosse escrever sobre o tema "não gastrnômico"que anda rondando a minha cabeça, ia ser um festival de palavrão de fazer inveja.... =X

domingo, 6 de setembro de 2009

Vontades

Tem gente que sente mais vontade de comer doce, tem gente que sente mais vontade de comer coisas salgadas. Eu não me encaixo em nenhum dos dois grupos. Enquanto a maioria das pessoas tem vontade de comer, eu tenho vontade de cozinhar. Mas não vale pegar aquela receitinha x ou aquela outra receitinha y e copiar. NÃO! Eu gosto de criar as minhas próprias receitas.
Tenho livros de receitas (e uma lista enorme com váaaaaarios títulos a serem adquiridos), mas acho os livros que ensinam técnicas muito mais interessantes, pois são estes últimos que me dão as armas necessárias para ir à cozinha e criar as minhas próprias comidinhas. Acompanho sites e revistas de gastronomia para conhecer novos ingredientes e para garimpar idéias para as minhas criações.
Ultimamente tenho tido muitas vontades. Vontade de testar uma receita de hamburger de salmão com endro e queijo gouda, vontade de fazer panquecas, de preparar aqueeeeeeele bolo de cenoura com cobertura de baunilha. Mas a vedete dos meus dias tem sido ele. Ele que tem um aroma quase afrodisíaco para a maioria das pessoas. Ele que está presente em bebidas, em sobremesas, no intervalo das aulas, acompanhando um bom café. Ele que é tão procurado pela maioria das mulheres em uma época específica do mês. Ele que quando está novo e fresquinho, tem uma cor e um brilho inigualáveis, e ao ser partido, faz aquele "croc" tão característico. Ele, vossa majestade culinária, o CHOCOLATE AMARGO.
São tantas idéias e possibilidades... fondant, brownie, bolo, biscoitinhos, trufa, mousse... e por isso eu comprei 2 kg dessa maravilha para fazer e acontecer na minha cozinha. E melhor do que ver uma das minhas criações saindo exatamente como imaginei é reunir os amigos para que eles possam degusta-la e desfrutar alguns bons momentos comigo.

Alguém quer um pedaço?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A MINHA receita de brownie

E quando eu falo que é minha, é pq eu gastei muita farinha e chocolate fazendo testes até chegar numa receita "testada e aprovada". Ah! Se alguém testar, me fala o que achou do resultado, tá? =)

Brownie da Carol

Ingredientes

150g de chocolate meio amargo (ou 1 barra de 180g...)

150g de mateiga sem sal (ou margarina com mais de 65% de lipídios)

2 ovos

1 xícara de açúcar mascavo

1 xícara de açúcar branco

1 colher de chá de essência de baunilha

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento químico em pó

100 g de nozes picadas (opcional)

Modo de preparo

Derreta o chocolate picado misturado com a manteiga no microondas em potência média e reserve. Bata vigorosamente os ovos, a baunilha e os açúcares utilizando uma colher de pau. Acrescente a mistura de chocolate com margarina e mexa até ficar homogêneo. Junte a farinha e o fermento aos poucos, misturando bem. Acrescente as nozes, se desejar. Verta a massa num tabuleiro ou refratário (30cm x 20cm) untado e enfarinhado. Asse em forno pré-aquecido em temperatura média por 35min.

Umas dicas:

  • o chocolate meio amargo pode ser substituído pela mesma quantidade chocolate branco ou por 1 lata de leite condensado cozido por 40min na panela de pressão.
  • se desejar uma textura mais leve, acrescente 50g de farinha de amêndoas à farinha de trigo (no La Palma da 404 norte vc encontra pacotinhos de 100g
  • a quantidade de chocolate pode variar entre 150g e 200g, mas quanto mais chocolate, mais "solado" (e gostoso!) brownie .
  • também dá para substituir o chocolate meio amargo por chocolate branco, mas nesse caso, eu só coloco 3/4 de xícara de cada tipo de açúcar.
  • o brownie sai do forno ainda mole, e ganha um pouco de consistência após esfriar (mas tem gente que prefere comer morninho...)

sábado, 22 de agosto de 2009

Nham!

Bom... eu ainda penso em criar um blog sobre alimentação, mas já que ando meio sem inspiração para isso, vou - pelo menos por enquanto - usar um novo marcador por aqui para poder escrever sobre o assunto. Afinal essa é a minha miscelânea e eu escrevo sobre o que eu quiser aqui, neam?

Eu tenho um pé (na verdade, dois pés, duas mãos e a cabeça) na Nutrição e ciências (!) e artes (!) afins. Gosto de falar, discutir, pensar, criar e ler sobre isso. E agora eu vou tentar escrever um pouquinho sobre. (AINDA) Não estou tentando ser nutricionista, ok? São só as minhas impressões, opiniões e questionamentos sobre algo que está (ou deveria estar) sempre presente na vida de todos (menos na daqueles que juram viver de luz =p ): comida! Ah! De vez em quando eu também vou postar umas receitinhas! =)

O marcador Comi e feliz é para assuntos relacionados a comida saudável e o marcador Comi e fiquei triste.. bem... dispensa explicações!

E que eu consiga atualizar mais isso aqui, porque escrever é muito bom e faz um bem danado para o meu céLeBro!