Essa narração também está no fotolog, mas eu acho tão tragicômica que achei válido postá-la aqui também.
Fazia tempo que uma segunda-feira não era tão SEGUNDA-FEIRA. Lá vou eu, toda contente e feliz, me arrumar para a última aula de uma das matérias que estou fazendo na UnB(largh). Me arrumo, pego meu carro, passo na cantina para pegar um café. Chego na sala de aula (5 minutos atrasada, para variar) e me deparo com enormes letras brancas no quadro: "PROVA RELÂMPAGO E AUTO-AVALIAÇÃO. INÍCIO: 8H. TÉRMINO: 10H". Okey. Prova surpresa. Ótimo para começar a semana. Mas foi tranquila. Fora o susto, né? Acabo a prova umas 9h30, ligo para casa e minha mãe me pede para levá-la a um lugar e deixar minha tia em outro. Começa a chover. Droga. Não gosto de dirigir na chuva. Vou para casa e encontro as duas. A chuva continua. Entramos no carro e, de repente, minha mãe olha para mim com uma cara de "oops, aprontei" e fala que vai mandar lavarem o banco do meu carro. No primeiro momento, não entendo nada. Depois de uns segundos, quando um cheiro insuportavelmente forte toma conta de todo o habitáculo, entendo o que aconteceu. Minha mãe segurava uma embalagem cheia de um sei-lá-o-quê que tinha um cheiro horrível e muito forte. E ela havia deixado cair um pouco daquele treco no banco de trás do meu carrinho. Blékati. Lá vamos nos três, com destino ao SOF norte, respirar ar aromatizado com o sei-lá-o-quê nada cheiroso por mais de 20 minutos (estava chovendo). Chego ao SOF. Minha tia desce do carro e volta 5 minutos depois. Estressadíssima. E com razão (razões dela, que não escreverei aqui). Minha mãe desce do carro. Na hora de descer, ela não ve que está perto de uma planta cheia de espinhos. E se enfia bem no meio da moita. E se desequilibra e quebra o salto da bota. Eu respiro fundo. Espero as duas se afastarem do carro. Estou com a seta ligada, aguardando a liberação de uma vaga. Roubam a minha vaga. Estaciono mais longe. Saio do carro e ando até o prédio. Vejo minha mãe sentada no chão e minha tia segurando a mão dela. Ela caiu por causa da bota sem salto.
Fazer o quê?
Rir. E muito. Para não chorar.
E minha mãe me deve uma lavagem com higienização dos bancos.
Dor e a dor de ser professor - parte 1
Há 7 anos

Um comentário:
Se não me engano é do Charles Chaplin!
hehehehe
=*
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