quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um título qualquer...

Um post qualquer onde predomina um total bloqueio criativo.
Criar uma receita de bolo inteira tem sido mais fácil do que criar uma frase conexa com meia dúzia de palavras...


domingo, 16 de maio de 2010

Para os meus amigos...

Mimimi mode on

Você, que faz parte da minha vida, que participa muito (ou pouco) dos meus dias, que me ouve, que fala coisas para mim...
Você, que vai para as festas comigo, que é quorum para as minhas peripécias na cozinha, que me ouve reclamar pela enésima vez das aulas de ballet, que me escuta falar pela milésima vez o quanto eu malhei tal músculo e o quanto eu corri em xis minutos...
Você, que sempre me liga no meu aniversário, que passa um ano sem me ver, que me manda mensagem para dizer oi, que cria um perfil no facebook só porque eu pedi...
Você, que me conhece muito bem, que sabe que nem de longe eu sou normal, que colabora com meu bom humor, que já aturou o meu mau humor...
Você, que já me pediu bolo de aniversário, que já levou bolo meu, que já me deu bolo...
Você, que sabe o tanto que meu gosto musical é restrito, que sabe que eu vou para muitas festas estranhas, que já me acompanhou em festas, que já ouviu um pouquinho da música sem reclamar...
Você, que já chorou no ombro, que me pediu para parar e respirar, que já me deu colo, que já me pediu colo, que já cuidou de mim...
Você, que já leu alguma vez as coisas que eu escrevo, que já concordou comigo ou discordou de mim...
Você, que é meu amigo, que deixa a minha vida muito mais divertida e que essencial para mim...


terça-feira, 11 de maio de 2010

Semana atípica

Uma coisa eu não posso negar: minha semana é bem atípica. Se eu simplesmente falar a minha carga semanal de trabalho, as pessoas com certeza vão pensar que é suuuuuuuper de boa, suuuuuuuper tranquilo. E de fato é. Sob alguns aspectos é mesmo. Por exemplo, eu tenho as quintas-feiras praticamente livres e as sextas-feiras 100% livres. E a tal carga horária é inferior a de um estágio. São 16h por semana. O problema é a forma que essas 16h estão distribuídas.
Funciona assim: segundas e quartas feiras eu trabalho. Trabalho o dia inteiro. São três aulas muito desgastantes (para crianças com menos de 5 anos), uma janelinha de 1h e mais 1h de aula para uma turminha que não quer nada com nada. E depois do almoço tem mais duas aulas mega desgastantes (são 12 crianças de 2 anos seguidas por 10 crianças de 3 anos), outra janelinha e 1h de aula para uma turm com 20 crianças entre 6 e 9 anos (fui avisada ontemn que em breve teremos 21!!!). No final do dia, fico esgotada. Esgotada mesmo. Por mais que eu queira fazer mil coisas depois do "expediente", por mais que eu adore sair dia de semana, nesses dias fica realmente difícil. Eu adoro as minhas alunas, mas confesso que até para uma espoleta que nem eu é muito cansativo encarar tantas turmas cheias num só dia.
E aí o que acontece? Nas terças e quintas - que teoricamente seriam dias "livres" porque só dou aula para uma turma de adolescentes - estou esgotada. Um trapinho. Daqueles bem feinhos, com olheiras e tudo. E no final, acabo usando esses dias para me recuperar do desgaste psicológico e físico que os outros dias me proporcionam.
Enfim... é mais um desabafo. Ou a tentativa de explicar para mim mesma porque não tenho conseguido fazer tudo o que eu gosto durante a semana...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Brincar de adulto às vezes cansa...
Será que eu posso pedir ajuda para minha mãe?

=/

terça-feira, 16 de março de 2010

Pressão

É interessante como algumas coisas muito bacanas acontecem na vida da gente.
Recentemente, eu percebi o quanto que aquele período dando aula na escola com nome de passarinho fez mal para mim. Mal mesmo. Minha auto-estima profissional (e só a profissional) foi muito abalada por esse período. A ponto de me fazer parar de acreditar no meu potencial e na minha competência como professora. Mas aí veio o convite para visitar minhas alunas lindas daquela outra escola em que eu trabalhei por tanto tempo. Foi um contato com o passado que me fez lembrar que tipo de professora que eu era. E eu gostei. E me fez bem.
Dia desses recebi um email da minha ex-coordenadora, que virou diretora dessa escola tão querida. Ela quer que eu volte para lá. E eu quero voltar. Mas isso implica deixar um dos lugares em que trabalho, o que por sua vez terá implicações financeiras.
Aceitar esse convite implicaria também algumas mudanças no meu dia-a-dia, que está bem redondinho....
E o tempo está passando...
E eu tenho que dar a minha resposta...
E agora?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais uma da série "A nova Carol"

(que já nem é tão nova assim, vai....)

Esse é mais um texto sobre ballet. Mas não vou dissertar sobre como é ser professora de ballet, nem sobre as dificuldades do ballet. Na verdade, esse é um texto sobre ex-ballet (hein?).
Bom... assim como escrevi há uns posts que o vermelho era o novo rosa, vou usar as linhas desse post para falar um pouco sobre o novo ballet.
Sim, sim... trabalhar com ballet tirou toda a finalidade terapêutica e desestressante que essa dança tinha na minha vida. Ballet é agora é trabalho. Um trabalho bacaninha, de fato. Porém, é trabalho. Mas eu precisava de alguma coisa que ocupasse o lugar que essa dança tinha na minha vida.
Primeiro veio a musculação. A-DO-RO! Por exemplo, hoje é domingo, são 11h50 e daqui a 10 minutos eu vou para a academia puxar ferro. E feliz. E sem levar isso como obrigação ou como algo chato. Mas na musculação falta alguma coisa. Falta um equivalente às apresentações.
E aí, em novembro do ano passado eu me rendi aos prazeres da corrida. Uma música bacana, um bom par de tênis (preciso de tênis melhores urgentemente.... alguém quer me dar de presente?), o vento no rosto e uma sensação de liberdade digna de qualquer sagitariano. E as competições? São uma das partes mais divertidas. Fora do pelotão do elite, o clima entre os atletas é de cooperação e incentivo. E acabar a prova e ser abraçada por pessoas queridas (mums, vóvs, Roo, Luna, amigos) é tão gostoso quanto sair de uma apresentação de ballet e ganhar flores.
E ainda tem uma vantagem: não preciso ficar magrela esquálida, nem parar a musculação nem gastar o tempo que eu tenho e que eu não tenho com ensaio.

=D

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sobre a vontade chutar o balde e de mandar tudo para...

...A-QUE-LE lugar.

Antes de me formar, eu tinha o ballet como algo MUITO transitório na minha vida. Tinha certeza de que a fada madrinha da formatura (aquela que vem enroladinha no canudo...ui!) iria quase que instantaneamente me tirar da sala de ballet e me colocar não-se-bem-em-que-lugar.
Agora, depois de formada, a tal fada madrinha pulou do canudo e mostrou o seu caráter dúbio, de fada e bruxa. Vi isso acontecer com vários amigos meus. A danadinha pega os mais desavisados pelo braço e os arrasta direto para o limbo dos recém-formados.
Eu não estou totalmente imersa nesse limbo, afinal, eu já trabalho. Na verdade, trabalho desde os 15 anos, então o medo do desemprego pós-formatura nunca tomou conta de mim. Mas o diploma trouxe uma pressão, uma cobrança interna por algo maior. Posso dizer que eu me encontro no topo da carreira de professora de ballet. Sou muito experiente, minha hora-aula é bacana e tenho poder de barganha em relação a isso. Mas o topo da carreira de professora está muito, muuuuuuito aquém do que eu desejo profissionalmente para mim. Entende?
E é isso o que me faz ter essa vontade quase que incontrolável de chutar o balde e mandar tudo para ¨%$#%¨&*&¨...
E agora?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coisas engraçadas...

Hoje eu passei por uma loja de festas e a mesa [bem como toooooooda a decoração pertinente] exposta era assim.... beeeeeeeem rosa e com bailarinas. Tudo estava apoiado em umas mesas brancas, com design meio art noveau. E o que eu pensei na hora? Que coisa mais iiiiiiicky!!! Aquele mundo de ballet e de rosa... taão icky!
Engraçado que há uns três anos eu ia achar aquela mesa a coisa mais linda do mundo. E hoje eu não consegui achar sequer bonitinha...
Preferencias mudam, né?
=D

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009...

Caramba... muito tempo sem escrever. Não exatamente o motivo [talvez eu até saiba, mas ele é algo tão difícil de traduzir em palavras que prefiro simplesmente dizer que eu não sei]. Mas voltei. Voltei para escrever um pouquinho sobre 2009. Mais especificamente sobre o meu 2009.
Foi um ano bacana. Muitas coisas boas aconteceram. Estive durante todo o ano cercada por amigos e pessoas queridas. Mas foi um ano difícil. Muito difícil. Um dos mais difíceis da minha vida. Foi a primeira vez que me dei conta de que eu já sou um adulto [hã?], com responsabilidades, deveres, afazeres, compromissos. Felizmente, junto com isso vem mais liberdade e mais autonomia. E mais e mais abacaxis para descascar e pepinos para resolver.
Foi um ano para amadurecer. Não do jeito chato que eu pensei que aconteceria. Mas de um jeito bacana. Percebi que eu posso crescer sem virar uma pessoa cisuda, chata e mal-humorada. Às vezes fico mal-humorada sim, como todo mundo, mas até bebês tem seus bad hair days... por que eu não os teria, né?
Esse ano também foi o ano das incertezas: onde eu moro? Com quem eu moro? Volto para a casa da vóvs? Fico? Continuo no Canarinho [naaaaaaaaaão!!!]? Me demito [siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!]? O que eu vou fazer da vida? Segunda graduação? Mestrado? Trabalhar mais? Trabalhar menos? Concurso? Sem curso [piadinha ruim]?
2009 foi o ano das conquistas: formatura, sucesso na apresentação, alívio ao sair de um emprego muito ruim, reconhecimento pelo meu trabalho com as crianças, amadurecimento no meu relacionamento com a vovó, coragem para voltar para a terapia, primeira vez dirigindo na estrada, maratonas, minha volta para o mundo da gastronomia...
Enfim... 2009 foi o ano da minha "adultescência" [será que existe uma palavra para definir essa fase - tão incerta quanto a adolescência - em que eu me econtro?].
Foi sim um ano bem bacana. E se você fez parte dele, aqui fica o meu muito obrigada. Muito obrigada por fazer de um ano tão complicado um período um pouco mais leve e alegre para mim.
E que venha 2010!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre gastronomia, comportamento e o meu temperamento [por vezes] difícil...


Voltando a escrever para ver se a sensação física de raiva (manja aquela coceguinha chata que vai da boca do estômago até a garganta, sucedida por uma vontade inesgotável de dar um soco em qualquer coisa?) dá uma trégua.
Enfim... vamos ao que interessa: a (ainda sem fim e triste) história do sorvete de coco com estigmas de açafrão grego.
Tudo começa em 2007, quando uma das minhas amigas mais queridas volta da grécia com um pequeno embrulho para mim. Quando eu abri, lá estava, linda, reluzente e magnifíca: a minha caixinha com 0,358g (isso mesmo... menos de meio grama!) de açafrão grego. Okey, okey... para vc talvez isso seja tão bacana quanto um punhado de casca de bananas; mas para mim, uma apaixonada por cozinha, aquilo era tipo um dos MELHORES presentes que eu poderia ganhar. Isso porque o tal do açafrão tem um sabor característico, maravilhoso e que combina com doces e salgados. Sem falar que o negócio é caro. Muito caro. Hoje fiz uma pesquisa e uma caixinha com os mesmos 0,358g que eu ganhei está na faixa de R$ 26,00! E para tornar o presente ainda mais especial: eu fui a única pessoa de fora da família dela que foi lembrada na viagem (pelo menos no que se refere a compras...). Será que deu para entender o quanto a tal da caixinha de açafrão era valiosa para mim? E não falo apenas do valor financeiro... por isso eu estava esperando A (eu disse AAAAAAA) receita. Tinha que ser algo fabuloso, não necessariamente complicado. Muito tempo se passou, li várias receitas e nenhuma fazia os meus olhinhos brilharem.
Até que há mais ou menos um mês... tcharam! Achei a tal da receita (no blog do David Lebovitz): sorvete de coco com açafrão. Sorveteira recém-comprada, açafrão retirado do esquema de conservação, ingredientes comprados. Ok!
Ontem preparei a base do sorvete (que precisa ficar na geladeira de um dia para o outro antes de ir para a sorveteira). O plano era simples: chegaria em casa hoje na hora do almoço e colocaria aquela base linda (sério... o cheiro daquilo ficou indescritivel de tão bom... sem falar na cor e no colorido que os estigmas de açafrão deram para a mistura...) na minha máquina, que faria o trabalho árduo de bater e congelar a base (deixando-a cremosa e levemente aerada) durante a minha refeição. Mas planos estão sujeitos a falhas. E não sei ao certo como denominar a falha que ocorreu no meu plano.
O fato é que a Gê, minha querida Gê (e de irônico esse querida não tem nada, porque ela cuida de mim com o maior carinho) jogou a minha base (com açafrão e tudo!) no lixo pensando que era sopa do dia anterior. Na hora, a minha vontade era pular no pescoço dela... tipo vontade instantânea, dessas que aparecem e o bom senso manda a gente contar até 56378755560897 para manter o auto-controle. Sem falar no piti que eu tive que conter, porque a minha vontade era gritar e chutar tudo (sim... como menina mimada que sou), mas só soltei um "caramba, Gê... vacilo.... você tem que prestar mais atenção nas coisas, né, cacete!" e fiquei muda e muito séria. Durante todo o almoço (lembre-se que sou falante demais... nas refeições, inclusive).
Porém a raiva continuava. Como assim agora é moda sair jogando qualquer coisa fora sem cheirar só porque "parece sopa de ontem?". E por um acaso a sopa do dia anterior não pode estar boa? E como assim???? Como assim ela me joga um negócio fora sem ao menos ter a certeza do que é aquilo e - pior ainda - sem ter a certeza que a tal coisa está estragada?
Sim... ela, a Gê, minha querida Gê teve um dia difícil. Meu avô torrou a paciência dela até dizer chega. Ela já estava meio assim.... num daqueles very-bad-hair days e acabou se distraindo. Pena que a distração dela vitimou o meu apreciado presente. O meu pensamento seguinte à vontade de esganar alguém (no caso ela, a Gê) foi fazê-la pagar pelo açafrão que foi para o lixo. Mas logo depois vem a minha bendita (???) humanidade (?!??!??!?!??) que me lembra de toda a luta dela para ganhar o salário. E aí eu penso nos filhos dela e aí vem o conflito: erros como esse aconteceram com muita freqüência (com trema porque eu sou anti-reforma) nos últimos tempos e não fazê-la pagar pode dar margem a novos e mais freqüentes erros. Fazê-la pagar significa tirar dinheiro de onde há muito pouco. E assim... o maior valor daquela caixinha com 0,358g de tirinhas vermelhas não era financeiro. Minha decisão? Adivinha só...
Concluindo a minha história, ainda resta meia caixinha de açafrão. Que vai virar outra base de sorvete. Que - como deveria ter acontecido com o primeiro - será partilhado entre alguns queridos amigos, incluindo aquela amiga que me deu o presente.
Que essa (futuramente feliz) história sirva de lição para mim e para a Gê...
E ramo prá cozinha!